domingo, 4 de março de 2012

Cotas Sociais nas Universidades: a ilusão da igualdade social.


Cotas Sociais nas Universidades: a Ilusão da Igualdade Social.

Será mesmo necessário criar cotas nas universidades brasileiras para negros e índios? Não seria melhor valorizar e melhorar o ensino médio-técnico, não só para os negros e índios, mas para todos os brasileiros. A valorização do ensino técnico-científico é uma necessidade urgente para a melhoria do ensino e da qualidade de vida de todos os brasileiros.

O Brasil valoriza muito o ensino superior e se esquece do ensino técnico. Isso gera uma desigualdade social, cada vez maior, nas oportunidades de trabalho. Ademais, é fato que a maioria das pessoas, independentemente da raça ou cor, não tem a menor vocação para a vida acadêmico-científica.

Então, para que criar vagas nas universidades para negros e índios, quando podemos melhorar o ensino técnico e, assim, gerar mais empregos e minimizar as desigualdades sociais entre a população carente e a rica. Afinal, a desigualdade social existe não por causa da cor ou raça e sim por causa da pobreza. Portanto, o problema não é a cor da pele ou a raça e sim a conta bancária.

Em países desenvolvidos, como nos EUA, por exemplo, a maioria dos estudantes termina o ensino médio e vai trabalhar. Na verdade, são raros os americanos que fazem faculdade. A maioria dos universitários de lá são estrangeiros. Diferentemente daqui, lá somente a elite é que faz faculdade, por que o ensino superior americano é muito caro e pago. Assim, a maioria dos americanos sequer sonha com a formação acadêmica superior. Geralmente, quando eles concluem o ensino médio, que também é técnico, já saem sabendo alguma profissão técnica e, portanto, preparados para o mercado de trabalho. Enfim, a faculdade nos EUA é um privilégio de poucos.

E aqui, no Brasil, a maioria dos brasileiros que tem curso superior, não trabalha na sua área de formação, pendura o diploma na parede e vai tentar a vida em outra profissão. Isso é a prova de que, o que precisamos mesmo é a melhoria do ensino técnico para todos os brasileiros e não a criação de cotas nas universidades para negros ou índios.

Precisamos entender que faculdade não é a solução de vida para quem não tem vocação acadêmico-científica. E que igualdade de oportunidade começa no ensino técnico, que é uma maneira eficiente de diminuir as desigualdades sociais, capacitando as pessoas para o trabalho. E que universidade é um luxo para aqueles que realmente têm vocação independentemente da cor, raça ou conta bancária.

Sylvana Machado Ribeiro é advogada em Brasília.

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